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literatura
Publicação: 20-05-2021

literatura

É comum ouvir-se que,  um homem deve fazer três coisas na vida: Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Foi nessa senda, que o cadte do 3º ano do curso de  pilotagem Edilson Augusto Galina Fortes, um amante da literatura desde a sua tenra idade, decidiu escrever um livro, partilhando-o deste modo com o mundo o que pensa e acredita, acerca de diversos aspectos da vida.

A sessão de venda e autógrafos do primeiro livro poético de Edilson, intitulado UMA VOZ ENTRE MILHARES, cuja apresentação técnica coube ao Secretário Geral da ALCA (Associação Literária e Cultural de Angola) Eduardo Tchandja, realizou-se no dia 08 de Janeiro de 2021 na vila da Catumbela, concretamente no Jardim 8 de Janeiro, num evento que contou com a presença de seus familiares, amigos, admiradores, leitores, comandantes, colegas, etc.

Eduardo Tchandja ao tomar a palavra, teceu  elogios sobre o conteúdo e a qualidade do material usado na elaboração do livro, uma característica incomum para escritores iniciantes e de tenra idade como o autor.

O Senhor Coronel Alexandre Canivete,  em representação do Comandante da AFAN no acto de lançamento do livro, sublinhou no seu discurso que “O Cadete Edilson Fortes é para nós a AFAN e para Força Aérea Nacional em geral, um grande orgulho, porque reconhecemos que isto constitui um acto ímpar, pois, não são todos os dias, nem todos os anos que se verifica em todo país, um Cadete apenas do terceiro ano, com uma obra literária...”

 

Soldado Esquecido

Oh soldado esquecido

Nos campos de batalha

O mal amado mais amado

Que não vale mais que palha

 

Oh soldado esquecido

Na mente de um povo

Que por conhecer o esquecimento

Te construiu um memorial

 

Oh soldado esquecido

Nos dias de promoção

Quando não vê recompensado

A sua bravura na missão

 

Oh soldado esquecido

Cujo corpo se perdeu

E a terra o cobriu

Pois não haveria cemitério

Que conseguisse te albergar

 

Oh soldado esquecido

Que de tudo reclama

Que só confia na sua arma

Pois só ela a ama

 

Oh soldado esquecido

Nos campos de batalha

O mal amado mais amado

Que não vale mais que palha

 

Oh soldado esquecido

Oiço os teus clamores

Compreendo as tuas razões

E as tuas profundas dores

 

De não poder ver

O presente pelo qual lutou

Quando decidiu fazer

Do seu presente um passado

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